terça-feira, 18 de março de 2014

Romantismo em Portugal

  


Garrett, Herculano e Castilho introduziram em Portugal a corrente que iria derrubar os últimos baluartes do absolutismo real e instalar a plena dominação burguesa, muitas vezes de natureza contraditória. Em Portugal, observa-se, a permanência de valores neoclássicos, ou seja, valores clássicos que imitam o equilíbrio e o racionalismo dos antigos gregos e latinos.

Algumas características da literatura romântica:
 
·         Os autores românticos procuravam a emoção, fantasia e a intuição, abandonando a tradição clássica do equilíbrio;


·         A pátria, como extensão do indivíduo, também passou a ser valorizada;

·         Desejo de fuga da realidade, pois os autores românticos viviam em um mundo onde a razão, a ascensão social, a posse de bens materiais está acima dos sentimentos;

·         Devido a realidade se insatisfatória, os românticos mostravam-na idealizada: a pátria, a mulher, a infância;

·        
Culto ao próprio sentimento, os autores refugiavam-se em seu mundo interior;

·         O amor de donzelas inatingíveis, o sofrimento de uma decepção amorosa, a saudade da infância e a pátria são tratados com exagero;

·        
O desejo de valores morais e espirituais em uma sociedade voltada para bens materiais e enriquecimento.

O movimento romântico português durou quatro décadas e teve três períodos diferentes – cada um com uma geração particular de autores.


Os trechos da postagem foram extraídos do livro ¨viva português-volume 2¨, editora ática.

Nenhum comentário:

Postar um comentário